Como muitas vezes, as vezes sempre
mesmo se vive o presente,
e vivemos, no passado e no futuro
o presente
e quando você sente,
e acha que sabe,
o tempo lhe mostrou
e você não aprende,
por falta de tempo
ou de hábito
que se agarra no tempo
e te faz pensar que o tempo não passa
e não sente o presente, não vive
o tempo que existe
deixando o hábito, o pensamento de lado
e ser o que o tempo, seu tempo
te permite ser
ps: Porque a vida é muito antiga, a gente é novo, e nosso tempo passa, e um dia, o tempo acaba pro nosso corpo vivo, e nosso corpo continua... pois existe hà muito tempo, no corpo, os elementos da vida.
Na vida, de alguma forma, na velha vida desse corpo do espaço, posição e rota privilegiada ao redor do astro, que ilumina, que nos dá a vida e outras formas, que fazem a vida existir no tempo!
Um dia decidi fazer vida em outro lugar, outros lugares aliás. Sair de casa sempre foi um pouquinho difícil pra todo mundo que tem casa, acredito, mas a gente pode se mover!
Foi em Barcelona, onde tive a benção de encontrar uma família de pessoas legais que se alimentavam bem e que moravam a duas quadras da Praça Catalunya, conheci aquele lugar que sentia também como meu, sem possessividade... aliás, possessões não deviam existir nessa casa que te falo...meu? seu? dele? risadas!
Foi lá, com saudades de um amor e a tristeza da incerteza que meu coração ganhou causa, uma mais, que ia além dos sentimentos próprios, dor-de-cotovelo, falta de dinheiro... Vi que existem maneiras distintas de viver, dignas escolhas de outros cidadãos, irmãos...e que no fim, todo humano quer, ser querido, ter vida, se comunicar, ser entendido; somos iguais, vivemos diferente; uns tem mais porque nasceram assim, outros tem menos, alguns quase nada, nem opção, nem saída que se veja.
Não foi lá que reconheci as desigualdades, não é isso que quero dizer, lá, a percebi como opção de alguns que não apoiam quem não apoia o povo! Esses uns que não apoiam, deveriam ser os guardiões, pra isso, até recebem salário!
A palavra povo é boa, aplico aqui como pessoas comuns, a maioria das pessoas do mundo.
A vida tomando forma, encontrei trabalho, fiz amigos, aceitei a dor do amor com fé pra não ser mais dor ser esperança.
Já tinha vivido causas menos densas, com menos pessoas, mas a energia de muita gente afeta, adrenalina no corpo desperta, abrir os olhos e sentir que pode ser, existe a esperança de mudança. O MUNDO PRECISA!
Hoje, dois anos depois de experiências emocionantes entre pessoas; jovens famílias, professores, conhecedores, veteranos, estudantes, ativistas e policia, tenho a sorte de estar viva e ver o fogo que acende, na terra dos tupiniquins, como se fala por aí, do povo deitado eternamente em berço esplêndido ao som do mar e a luz do sol profundo de todo o mundo e mais que isso!
E não são nada mais que escritos... sentimentos e momentos vividos, transmito pra me sentir viva, pra fazer da luta, poesia. Pra ser cúmplice do fato que nem todos estamos alienados ao fato de não poder ter uma vida digna de boa qualidade.
Agora eu sei que qualquer coisa pode acontecer!
(A violência, querendo ou não, faz parte da revolução!)
Se repete
uma e outra vez
em minha mente
a vontade
a coragem
ir atrás e acreditar que posso
sem saber como
alcançar sem machucar
nem o alvo
nem a lança
intacto não está
mas existe
e se sente
aqui
não sei nada de lá.
reflexo de fora pra dentro pra fora... A musa o mar o ár da graça de algum ser invade transforma de fora de dentro, de dentro pra fora fora pra dentro
O que aprecias ou o que não é em outro, algo também
O bom senso de todos que nem todos alcançam, o óbvio Em que sentido? o que está escondido da gente gente, muita gente o óbvio não existe no mundo natural social do Planeta Terra no momento atual