pé de árvore dá flor, flor vira fruto, fruto tem semente, semente vira árvore!




quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Mi Buenos Aires querido...

Quanto te desfrutei!
vinhos e boas comidas
cumbias de qualidade en la calle,
teorias a partir do trem,
papos com desconhecidos...
de donde sós vos?
(siempre empieza así las charlas...)
Por el acento! me dicen!
(o papo gente, começa sempre igual, pelo sotaque)
E por aí... entre todas as suas caras
de muitas caras...
atentas aos partidos de futebol
como lá... homens atrevidos, como lá...
y la gente
tomando cerveza del pico, ó fernet,
por plazas, trenes, calles, lugares...
tomando mate,
y la gente
haciendose el canchero una vez al dia
(por lo menos)
asi sigue la vida...

(tenho que decidir em que idioma escrever)
tengo                     en                      escribir

Observações, de um tempo de estar aqui,
você começa a ver mais...
a cidade te engole
(to falando de Buenos Aires)
y de su gente,
que ama ou odeia a tia Cristina
que tem o belo hábito de carregar livros
e que lê clarin ou pagina 12,
ou não lê nada...
e dorme sobre jornais, como lá também
e no Panamá...

E o intendente vende os paralelepípidos,
adoquines da cidade,
e o Faku vende plantas de José C Paz en La Plata,
e o Martin faz mágica no busão, costurando a cidade
que se preocupa
que sempre olha o prognóstico (que dizem nunca acertar),
previsão do tempo
e sem tempo
de mirar al cielo.
Olha pro céu, gente da cidade!

Não tenho que decidir em que idioma escrever,
mútuo esforço e nos entendemos,
por mais que el castellano se esbanja de América
e aí, posso ser de Colómbia...
e você! do Paraguay,
mas falo portuñol.
(para hacerme la canchera)
esse portuñol bem diferente da fronteira,
Será esse lugar, a fronteira, onde estou?

Gracias por sus buenas gentes de buenos aires
y porque no sean sólo chantas,
ou gente chata!
y por mucha familia,
que vienieran del viejo mundo
hacer vida
y por tambien ser mi tierra abuela.

Gracias por las milongas,
por las calles anchas,
por el busão barato, y por la sube,
porque salir juntando moneditas
és tarea, para muchos yá!

Acá hay gente de todo lugar!
Y si sós de Senegal,
(ser negão em Senegal deve ser legal)
vende bijouterias baratas nas ruas
Y de China, ó Korea, ó nó sé dónde más,
armá tu negocio, hacéte un chino!
Alguien sabe decir gracias en chino?
generaciones, ahora de acá.
de esta tierra-que-saca-el-nombre-de-un-metal!

Gracias a Gardel, a Leopoldo Marechal,
a Borges, Cortázar, y a Luca,
al Flaco, a la Negra, a Evita!
(y mirá que ni todos son argentinos)

Obrigada também!
por el gris, el frio, el color, el calor!
por el tiempo vivido, por acá seguir fuerte luchando
TODOS JUNTOS CON CRISTINA!
(es un chiste)
A eso también, al humor, característico sem característica!
liberá el marrón, cuida el asteriscus,
(y algunas otras más brabaridades)
boludo! pero en buena onda digo
tambien hago chistes!
y tambien me rio con Capusotto, con Dolina,
con Tinelle no, juro que no sé de que me estan hablando!
Sé que acá hay cosas malas
y cosas buenas!


                            ...cuando yo te vuelva a ver ...

(um pouco de drama, porque este é meu tango)

Fué dificil, pero tambien me la pasé genial, agradezco a mis pocos amigos, amigos. Que tiempo e atención compartieron conmigo, que me abrigaran en sus casas, que compartimos comida, viajes, cumbias, rocks ó chacareras.
A mis amigos me los llevos, aunque esté en Bahia, tomando sol, en una playita, con una caipirinha de maracujá...
Un dia volveremos a vernos, si no en mi buenos aires querido, por allá, otros lugares!



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Suicídio coletivo!

Descobrir o mundo dos blogs foi me surpreender com o pensar e praticar a escrita como possível leitura, o que me levou a escrever e ler como instrumento... uma aproximação, e esse próximo digo tanto no sentido de admiração, precaução ortográfica (que é difícil e dá preguiça), preocupação métrica, atenção à concordância; como no sentido emocional, o das sensações, o que te causa o sentir informações, vivenciar histórias fantásticas, entrar num mundo desconhecido. E tudo isso através de letras, palavras, símbolos, ilustrações... vindas de alguém, algum outro lugar, alguma outra época, por sei lá qual razão.
E como isso faz parte da nossa vida... os jornais, revistas de fofoca, de beleza ou científicas, roteiros de filmes, programas de televisão, material didático, manual de uso, bula de remédios, livros... Gente! desculpa que eu viajo na maionese... a escrita, os sumérios, os livros de pedras, o couro, escrever com penas, o papel, os idiomas, a literatura... vouparandoporaquivocêpodecontinuar.
Por entre o maravilhoso mundo da escrita (e conseguinte da leitura), existe um que nos aterroriza, que domina e que sabe lá quando foi inventado! mas escutei uma tal história de que no nazismo o "termo" propaganda tinha um papel importante no imponente controle da população, também escutei histórias de "bruxas" que foram queimadas na fogueira, de um cara que foi pendurado numa cruz por sair pregando amor, de livros que viraram fogo porque pelo juizo de alguém eram proibidos; de pessoas que foram retiradas de seus lugares porque causavam perigo ao seu rédor, que um contrato tem que ser assim e assado, autorizado por ciclaninho de tal, com carimbo da senhoríssima digníssima, e agora formato no formato blá, com espaçamento 1,5  e comecei a viajar de novo.
É o que quer o poder e a unanimidade, o domínio abusivo sobre maioria... esse mundo é perigoso... mesmo numa época democrática de informação, graças a internet, aleluia. Não podemos escapar! E aqui, me atrevo a exemplificar a mídia que busca o que está entre seus interesses, a mídia que omite opniões contrárias ao seu interesse, que chupam o saco de seus interessados, que tem poder de publicação, que lhe falta à autenticidade, que abrange a massa por ela educada... receber e não pensar a informação. Não estou generalizando e por favor me perdoen.
Bom! Por essa razão o mundo não tem conhecimento de tudo o que acontece por aí e que merece crédito na atualidade (a atualidade é sempre atual, redundância) . Sim, temos o conhecimento de tudo o que "eles" querem que saibamos, que nos ocupemos e preocupemos... e assim a história vem sendo distorcida, os "livros sagrados" são irrefutáveis, a justiça corrompida por suas provas... Quiçá por isso minha vó acha que vou ser roubada, abusada ou assassinada por andar sozinha pelas ruas...
E temos conhecimento das violencias entre policiais e população no País Vasco, ou em Madri, ou no México? Sabemos que esse presidente novo paraguaio depois de um golpe no poder comanda as redes de televisão, rádio, e que a população vem sofrendo violência por parte do governo? Sabemos que a guerra no Paraguay, contou com brasileiros, argentinos e ingleses, motivados por razões ilógicas e propagandistas e que dizimou um milhão de pessoas no país, incluindo crianças, que na falta de gente pra lutar maquiavam bigodes nas caras? O que acontece na Islandia dois anos depois de que a população tomou pacificamente lugar no poder?
Sabemos que os índios Guarani-Kaiowá anunciaram suicídio coletivo no Mato Grosso do Sul diante do despacho de suas terras nativas? Saberemos o que acontecerá?
Nesse blog a carta enviada ao ministro de justiça:

http://dialogospoliticos.wordpress.com/2012/10/20/indios-guarani-kaiowa-anunciam-suicidio-coletivo-no-mato-grosso-do-sul/

Mesmo os que acreditamos estar informados não sabemos nada!
E que o que tá escrito por aí, além de fazer parte do maravilhoso mundo das letras, pode trazer densas maldições para os seres convivenciais desse planeta.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Um tipo de vista ao revés!

                                 foto de Karin Topolansky, uma dignissima amiga ligada na vida!

 

Súplica (ecológica)

E num despertar diferente
sentir a manhã após o sol nascente
saber que o sol tem seu rumo até se pôr
que nesse dia posso pegar o trem pro outro lado
pisar e sorrir em lugares desconhecidos
provar alguns nãos, experimentar uns sins
arriscar a aceitação dos convites
que insistem, seduzem, transportam
simplesmente pra passar o dia, e saber
que mais tarde é noite, que amanhã é outro dia
que o sol de brilho e luz se esconderá mais tarde
do outro lado dessa própria terra,
e que nesse outro dia, porque não do outro lado da terra?
eu vou viver, ou poderia viver...
e voltar a fazer tudo igual, ou
fazer tudo diferente
ou não fazer tudo, simplesmente
deixar um desenho pela metade, cancelar um item de uma lista
deixar de criar medida, repensar meus deveres, e meu amo, e meus desejos
por uma liberdade possível do poder do diferente, que é o único constante
em tantas irônicas teorias!
novos nascimentos a cada experiência vivida que nunca é exatamente repetitiva, por mais
que você faça tudo igual, todo dia
por covardia de pesar o amanhã com o agora, ou por medo
de amanhã não ser outro dia?

Oh Sol! avisa! que o seu sistema não pára de funcionar!
a transformar fotossínteses, bronzeados, sombras, roupas de famílias em varais de terras secas...
Que até luz elétrica você pode dar, pra gente ver o nosso vilão com os olhos da televisão!
Avisa! que hoje já é outro dia, e que coisas novas vão aparecer, que muito a gente perdeu e continua a perder, que podemos manter a vida, ou desistir, ou senão desaparecer, e reaparecer em outro lugar
ou sonhar de tanto só dormir, ou investigar como mudar uma planta de lugar, ou fazer de conta que é outro dia, ou inventar uma nova melodia, ter uma idéia brilhante pra plantar, cansar de tanto esperar, mais saber que você aguenta, escutar os sinais e saber que nem tudo você vai entender, mas isso não ser a diferença do que te faz diferentemente não ver que a vida tem que continuar, mesmo sem mim ou sem você!

A gente pode então se ocupar                 de criar
                                                                um próprio nascer
                                                         no despertar sem nuvens do dia de hoje.


terça-feira, 9 de outubro de 2012

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O equilíbrio se possível neste caos nada vazio
O equilíbrio que vibra movimento em sintonia
A linha reta é utopia dessas que te faz fanático
venerar pai sacerdote chefe capital cifra estado
 
Equilíbrio relevante reverência à vida
É MUITA VIDA QUE NÃO É SÓ SUA VIDA
 
Entra ár oxigênio assimila
substância livre e se associa
transformar é pura química
...ciclo fosfato cítrico ácido aeróbico molécula carbono gás água hidrogênio adenosina...
 
Corpo recebe ár alimento e filtra
elimina resíduos e limpa
órgãos complementando vida
 ...tecido pulmão rim coração veia artéria bexiga estômago sangue célula metabolismo...
 
Ondas se propagam
de uma fonte a energia vibra
energia flui é pura física
...amplitude meio frequência período som magnetismo vale ciclo velocidade nó crista...

 
             COMO VÊ
 
São tudo ciências conhecidas
pode que vira filosofia
ou poesia para os que não gostam de                  POESIA

                             

domingo, 7 de outubro de 2012

O tempo do Verbo!

O Seu Manuel de Barros é um sujeito simples, é também muito bom nas letras e no mundo imaginário delas, simples assim é esse sujeito...

(e ele diz...)

No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele
delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer
nascimentos —
O verbo tem que pegar delírio.


(e também diz, levando em conta o tempo do verbo...)

"Duas coisas nessa vida não acabam nunca: gente boba e pau seco."

Ohhhh Seu Manuel de Barros!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

estar adonde se quiere estar

 
Una verdad atirada al pozo
en el fondo del pozo se deshace
en fragmentos sin valor que se vea
y pensar que en este mismo fondo
puedes encontrar lo que te salvaria
de las malignas rebeldias de derecha
estructuradas para el día al día
tu salvación ahora en charcos de verdad
y en el fondo, vos mismo, el de verdad
que és ahora fragmentos, pedazos
que és nada de nada de algo
que no mira hacia abajo ó arriba, ó al lado
no alcanza la vista, que sólo alcanza...
hacia donde alcanza la vista?

Pasos para trás, guarda!
esa és mi tierra, és mi vida, és mi pozo
acá decido quien es bienvenido
aunque no soy nada más que charcos
de verdad y de mi mismo
acá decido, adonde miro, como hablo
que el respecto no sea válido
irrelevo y menosprecio y no veo
mi tierra como mundo
como muchas tierras
como muchos mundos y no veo
no soy un ser total, me falta aprecio
integridad, honestidad y todo entero
estoy en mi mundo y no veo
el más allá de mi ombligo se deshizo...

Pierdo mi corazón y voy
poco hacia tampoco la razón
donde la luz que me busca no me alcanza
falta de gravedad y paranóia y grito
pasos para tras! és mi tierra!
no hay que molestar
mi mundo de primavera
aunque nada veo y nada soy más que pedazos
ahora deshechos y acostumbrados
mi comodidad egoísta, mi no me toques
mi no me mires,mi no me hagas ver lo que no quiero
si lo que quiero es la verdad destruida.

        A POLÍCA
                                 E     A

        POLITICAGEM

                         PODEM DESTRUIR

       A VERDADE!