Sempre quis morar na rua Chacabuco, bucochaca, cabucocha, cobucacha, cacobucha...
O chão é xadres, branco e preto! O teto é janela pro céu de Montevideo!
Todos falam que é uma cidade cinza e pequena, meus olhos veem esses espaços, a arquitetura caprichada, todos os horizontes, o rio mar, os ombúes, os segredos e as artes de antigamente, de antes...
Sobre o que penso, já não importa onde ou quando, até que não seja recordado.
Sobre o que se sente, diferente a cada instante, afirmações e perguntas, que isso também não seja lembrado...
Sonhei um dia que outros viveram, que existiu e que não foi pra mim.
Abri janelas, as que permitiram ser abertas, e saí por elas...
Fora! mas sempre dentro, posso seguir o rítmo do inimigo, posso dançar com ele.
Isso me levará, ou o vento... sou livre e vou dar a luz a um novo ser, para que seja! vou falar como o amo, como é lindo. É isso o que eu vou fazer!
Desaprova, me mostra, me fala tudo que eu tenho que escutar, e me fala também por que você não ligou quando quis, se eu esperava... coisa rara!
Talvez seja demais de grande, a ilusão, mais do que pode ser, que não pode ser, o que deveria ser não é ilusão, a que é.
Repete, assim não entendo, eu pulo o muro, saio pela janela.
Daqui pra outro lugar, vida que possa me encontrar, cada passo um caminho e enfrente o destino!
Por que não recordar? Estamos no mesmo barco, é só olhar pro céu, tudo passa! tudo muda! mas o que está aqui é o único que vai existir.
Já não importa onde ou quando, até que seja recordado!