pé de árvore dá flor, flor vira fruto, fruto tem semente, semente vira árvore!




terça-feira, 31 de julho de 2012

Punta del Este, 28 de julho de 2012.

Eu vi o rio vestir se mar,
o sal amenizar a densidade,
era simples outra vez ao invez de fácil!
Depois do segundo pedágio,
o último tão simpático,
injustamente pendurado nesse varal de novidades,
umidade de maresia, calor alaranjado, roupa seca perfumada de fumaça.
Sem decifrar o mapa pirata e sem perceber a posiçao da tão desconhecida criatura,
me encontro,
nessa ponta de terra, quase céltica,
nao fossem os cactos seria o refúgio do desejo abandonado,
ao criar defesas pedindo espinhos emprestados,
nao venham pombos, cegonhas, beija flor à minha casa...
é aquí que tenho medo de perder meu vento,
meu vento leve, leve, leve, leave, leave me, live, please!



pensamento em brasileiro

parte -1: Comunidades originárias desde o coração de qualquer selva adentra a mata vive as águas desde algum primordio depois das índias antes do sonho americano cinematografado.

parte 0: Pedro Alvares Cabral, luso navegante, e as caravela beijam a nova terra, como desejaria ser portuguesa e virar índia, haver vivido aquela vida.


parte 1: De que lado estar para ver o outro lado da moeda de séculos passados quando os navios negreiros chegavam a essa terra abençoada sem rumo de colonia ao desenvolvimento sem ordem assim o progresso ancestralmente concursado especula e será por deus perdoado junto a toda massa civilizada nua justo no baile de máscara que uma hora acaba retoma o campo de batalha.


parte 2: Ainda tropical Iracema querida, tem o melhor mamão, ruas tomadas de constução, mais carros! tapam o buraco que é mais embaixo, até a peneira tapa o sol e tem salário, um bônus no dia do aniversário uma vaga pro filho do delegado e mais um buraco tapado, mais um dia de trabalho, isso é só um assalto, amanhã o corinthias arrasa, vai crack, traga cachaça, o que damos, é conta do recado!


parte 3: ... Só depois da copa...

Anarquia

Llenarme de vos sin vos, sentirme llena.
Encontrar en tu silencio lo que busco en sentimientos.
Las palabras amargas que escapan de tu jaula me alcanzan,
por gracia no me alimentan y te liberan.
A ti te llegan palabras que no dicen nada y tan pensadas.
Enroscada en esta emboscada que saca el alma de mi palabra.
Paz sin voz, monárquica, sopla lejos la musica que nos guia.
Si escucho el canto es porque no soy rey ni reina.
No estoy envuelta en rejas!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

(sem nexo por falta de sexo)

Um país inventado abriga o reflexo impresso
por motivo secreto por nada por credo sagrado
aqui as dores correm junto ao rio abençoado
como lei, só que mais relaxado e sem preço...

Um destino inventado recebe o rio depresso
muita água muito tempo no oceano dissipado
aqui o pequeno no silencio para ser abraçado
sabe que vem, olhos fechados e o reconheço...

Um dia inventado, um dia, por mais distante
lá na bahia, que tudo cura
no delta de prata sou poesia
vou e volto
e vou pra ser bem vinda.

                                                                                     


(na Bahia tem folia, to nem ai que rima! da folia pra alegria, ninguem fala que é mentira!)

terça-feira, 24 de julho de 2012

Um trava lingua e um trecho

Um trava lingua

Nem tudo que tá escrito tá pra ser lido,
ou é pura irônia...
como uma fotografia.
Há coisas que ficam,
sem foto e sem poesia.
Se fica por algo há de ser,
mas é mesmo que pode nao ser...
Quem há de saber?
O que nao há de ser,
será só esquecer,
se nao esquece por algo há de ser,
mas é mesmo que pode nao ser.
A gente pode ser ou nao ser,
há tempos se há o saber,
e o ser se faz esquecer.

Um trecho (de um livro)

...(um tipo de conversaçao, digamos de passo, que nao há sido sobrepassado em nenhuma parte, y também essa percepçao, embora agora cansadamente, atravessa minha imaginaçao ávida de epopéias, enquanto contemplo toda minha existência, cheia de amizades, amores, preucupaçoes e viagens que resurgem em uma vasta massa sinfônica que começa a interessar me cada vez menos por culpa destes cinquenta kilos de mulher, ainda mais morena, cujas unhazinhas dos pés, vermelhas dentro das sandálias, me provocam um nó na garganta).

Nao vou falar o escritor do livro pra ficar mais emocionante (nao é segredo de estado e vale a pena saber).

sábado, 21 de julho de 2012

!¡!¡!desinconclusar!¡!¡!

...queria te contar! tanto conto, ouvi você cantar, seu sabiá! o sabiá sabia assobiar, se sabia há de se alembrar, como a semente que se sembra, só por ser semente ser!













Sabe como a semente se espalha por ai?

Pode ser que algum animalzinho a coma, os passarinhos, por exemplo, que adoram sementes! Em termos biológicos diríamos zoocoria. E quando a semente tem asa? sai voando por ai com o vento, anemocoria. Dois termos mais e termina, hidrocoria (hidro, rios, mares, correnteza) e o mais lógico barocoria. Quem adivinha?

 


quarta-feira, 18 de julho de 2012

MON TE VI DEO

Isso é um blog de viagem, qualquer viagem, mas agora to no Uruguay.
Escutando Alfredo Zitarrosa... vou preparar un mate... vou ler um livro!

Ahhhhhh, por favor, escutem Zitarrosa, ahora!!!!!

A adaptaçao é facil, em todos os lugares tem lindos lugares. Tem tambem pessoas, sim, muitas lindas pessoas, que nao sao aquelas pessoas que você ja ama, já as tem...sao novas pessoas, com novas histórias, alguma pode te encaixar, sem nada de planejar! E contrariamente do que podem me interpretar, isso faz a saudade aumentar, desde esse novo lugar, refaço os caminhos que já fiz, passo outra vez por lugares que meus pés passaram, e sinto falta de meus amigos, e penso neles, e a presença cresce dentro de mim.
Parágrafo para turistas: Isla de Flores, domingo, tambores. Tristan Navaja, domingo, de dia, tudo que você quiser. La rambla, qualquer hora, qualquer dia, com mate, sem vento. Ciudad vieja, com boa vontade e dinheiro pra tomar um café com alfarjor. Barronegro, teatro no busao, final de semana, pesquisaê. Falem com as pessoas, elas sao simpáticas.

Devo fotos, to sabendo!


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ponte

Resurgindo com o vento venho...
se desconfio do trilho confio e igual caminho.
Entre as possibilidades o delírio,
céu e mente claros pano estirado.
Relaxa meu bem.
Näo nos devemos, e o caminho de casa sabemos,
lugares näo marcados no mapa,
näo seremos encontrados,
por nós mesmos, donos do nada,
há um desvio na estrada,
te sopro, vai sentir, somos do frio e você vai sentir,
encontrar o sentido e ignorar a seta,
amor de inverno näo é amor de veräo,
a seta que lá aponta e que näo tem sentido (dadaísmo)
e se näo há por que buscar sentido? (nihilismo)
Relaxa meu bem.
O novo mundo näo nos entende,
acostumamos com o rio no meio do caminho,
a trocar ambiguidades com carinhos,
a cair em espiral,
fingir que chegaremos no piso,
sem garantia de encontrar a linha,
agarrar se nela, suspensos num quem sabe o que por vir.
Quero chegar no chäo e mais, passar dele,
repensar a superfície lá de baixo,
me agarrar a linha, te encontrar em qualquer extremidade.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Chacabuco

Sempre quis morar na rua Chacabuco, bucochaca, cabucocha, cobucacha, cacobucha...

O chão é xadres, branco e preto! O teto é janela pro céu de Montevideo!
Todos falam que é uma cidade cinza e pequena, meus olhos veem esses espaços, a arquitetura caprichada, todos os horizontes, o rio mar, os ombúes, os segredos e as artes de antigamente, de antes...
Sobre o que penso, já não importa onde ou quando, até que não seja recordado.
Sobre o que se sente, diferente a cada instante, afirmações e perguntas, que isso também não seja lembrado...
Sonhei um dia que outros viveram, que existiu e que não foi pra mim.
Abri janelas, as que permitiram ser abertas, e saí por elas...
Fora! mas sempre dentro, posso seguir o rítmo do inimigo, posso dançar com ele.
Isso me levará, ou o vento... sou livre e vou dar a luz a um novo ser, para que seja! vou falar como o amo, como é lindo. É isso o que eu vou fazer!
Desaprova, me mostra, me fala tudo que eu tenho que escutar, e me fala também por que você não ligou quando quis, se eu esperava... coisa rara!
Talvez seja demais de grande, a ilusão, mais do que pode ser, que não pode ser, o que deveria ser não é ilusão, a que é.
Repete, assim não entendo, eu pulo o muro, saio pela janela.
Daqui pra outro lugar, vida que possa me encontrar, cada passo um caminho e enfrente o destino!
Por que não recordar? Estamos no mesmo barco, é só olhar pro céu, tudo passa! tudo muda! mas o que está aqui é o único que vai existir.
Já não importa onde ou quando, até que seja recordado!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Feliz aniversário

Cada um e seus espaços
Cada um é cada um






Aqui já foi antes habitado, alguém deu vida a esse espaço, aqui onde estou agora.
Vejo marcas e objetos deixados, neles reconheço o habitante de outrora.
Hoje é aniversário de alguém que nao conheci, de alguém que nao está mais aqui.
Hoje trouxeram uma nova planta pra casa.
Hoje quem nao está, esteve. Passou, deu um alô, o que era etéreo se fez sentir.
Hoje eu senti que muitas vidas passaram por aqui, que voltaräo, em corpo ou näo.
Nenhuma pode ser outra, insubstituivel e ocupável e insubstituivel.
O que é alguém estará. Espaço e memória.
Cada um tem um lugar, que é por si só especial, pois nao existe outro igual.
Cada um, estando ou näo, que tem seu espaço, que permanecerá.
Feliz aniversário!