Porque não explicamos a vida posso sentir isso
e escrever, e deixar pro ár, que seja pro ár...
que ninguém tenha que carregar nas costas,
que seja alivio, ainda que cause dor por todo o corpo,
a mesma dor, cada vez diferente que se sente.
E dizem, que o melhor é o que acontece, e eu creio.
Porque não temos escolha nos conformamos com o que há,
e dele, do presente, criamos estrutura pro que segue,
escolhendo ou não, o que segue e só... e tudo vale
quando se sente a vida, muito vivo o pé, o ouvido...
E ainda sobra tempo, criamos nosso tempo,
mesmo sendo ele o que não deveria ser, e que longe da gente passa.
E se em algum descuido a esperança desaparece, logo ela,
a última que vai embora avisa o final
diferente do feliz pra sempre
que em algum descuido pode ser não fim; inicio ou reinicio.
Tudo pode acontecer, é assim. Até sem esperança!
Antes do final um pra sempre já me parecia estranho, e ilógico,
e outras tantas outras coisas, que não entendo, que sou estátua,
que meu pensamento não serve, não acompanha, e eu aceito.
e me molesto, aterrorizo e nada muda, a não ser algumas reações nervosas
em minha cabeça, que espalha por todo corpo e eu sinto.
E o mundo era lindo, juro, a gente brincava na rua, roubava laranja,
viajava em bicicleta, em turma, pra catar caju em Itaquena, e a felicidade
reinava, extravazava, sobrava, pra todos os lados, e a nossa vida bastava.
Não temos mais isso por que devemos pagar a conta?
de luz, de água, da felicidade infantil?
Tudo sempre vai dar certo...era o que pensava, agora me conformo...
e vivo no meio da cidade sem felicidade, onde a criança fuma crack,
o velho dorme descalço no asfalto forrado de lixo, e vivo no meio disso.
pé de árvore dá flor, flor vira fruto, fruto tem semente, semente vira árvore!
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
coisas que (a veces) se sente...
E pensei que nesse calor nos entenderíamos
como naquele inverno éramos verão, outono ou primavera.
(ahora en vano lloro, siento, lamento;
lo que no és, lo que no hay, lo que existe)
insiste, e me perco nessa cidade, e não sei quem sou
e sofro o calor sem mar, (sin ti), ainda estando aqui.
como naquele inverno éramos verão, outono ou primavera.
(ahora en vano lloro, siento, lamento;
lo que no és, lo que no hay, lo que existe)
insiste, e me perco nessa cidade, e não sei quem sou
e sofro o calor sem mar, (sin ti), ainda estando aqui.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
la ignorancia
"Me imagino la emoción de dos seres que vuelven a verse después de muchos años. En otros tiempos, se han frecuentado y creen, por lo tanto, que están vinculados por la misma experiencia, por los mismos recuerdos. ¿Los mismos recuerdos? Ahí precisamente empieza el mal entendido: no tienen los mismos recuerdos; los dos conservan del pasado dos o tres situaciones breves, pero cada uno las suyas; sus recuerdos no se parecen; no se encuentran; incluso cuantitativamente no pueden compararse: el uno se acuerda del otro más de lo que éste se acuerda de él; primero, porque la capacidad de memoria difiere de un individuo a otro (lo cual aún sería una respuesta aceptable para cada uno de ellos), pero también (y eso cuesta más admitirlo) porque la importancia de uno para el otro no es la misma. Cuando Irena vio a Josef en el aeropuerto, recordaba cada detalle de su aventura pasada; Josef no recuerda nada. Desde el primer instante, su encuentro quedó marcado por una injusta e indignante desigualdad."
de algun libro llamado la ignorancia, fragmento encontrado en facebook! hehe
de algun libro llamado la ignorancia, fragmento encontrado en facebook! hehe
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
O que?
O que fazer com todos os ''não deveria"?
voltar no tempo...
tirar lição ou proveito...
fingir que nada aconteceu...
mentir pra si mesmo, pro outro e ignorar as dores...
O que fazer com todas as dores do corpo?
dormir, tomar água ou remédio...
alongar...
Ando perdida e triste, mas é só hoje,
nesse lindo dia de sol e calor
e só por isso pergunto, formulo, questões sem soluções reais
só poéticas... e volto no tempo, e tomo remédio e não curo nada.
mas é só hoje!
voltar no tempo...
tirar lição ou proveito...
fingir que nada aconteceu...
mentir pra si mesmo, pro outro e ignorar as dores...
O que fazer com todas as dores do corpo?
dormir, tomar água ou remédio...
alongar...
Ando perdida e triste, mas é só hoje,
nesse lindo dia de sol e calor
e só por isso pergunto, formulo, questões sem soluções reais
só poéticas... e volto no tempo, e tomo remédio e não curo nada.
mas é só hoje!
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Natureza!
Acontece que aqui estou. É uma cidade grande, a casa que eu moro é também grande e tem um jardim que eu sempre caminho, quando vou descalça sempre entram pequenos espinhos na sola do pé(fáceis de tirar). Passarinhos? Devem ter pelo menos 5 espécies diferentes, cantam em horários distintos também... bem-te-vi, caturrita, uns marronzinhos pequenos, o pica-pau, e a paloma, claro... se acordo cedo (quase nunca) vejo que tem mais ou menos umas 120 palomas que vivem no teto da casa.
Acontece que em alguns dias não estarei mais aqui, vou pra uma casa que fica no meio de árvores, também tem pássaros, tem macaquinhos, sapos, mosquitos, pé de banana, de eugênia, de coco... Já me havia acostumado ao jardim, jantares, leituras, abraços... mas vou pra outros lados, é uma cidade grande, mas posso fazer tudo caminhando, se tenho bicicleta sou rei, e qualquer coisa carona ou águia azul, e estou na praia em alguma praia das algumas.
Uma perto de casa com o mar tranquilo...
Um pouquinho mais longe, mas até caminhando dá pra ir...
Parquinho!
Eles só gostam de banana.

Muita praia e estou feliz,
por sempre ter
um lugar pra voltar, com mar...
e sinto falta da cidade,
que até natureza tem...
se a gente olhar e escutar!
mas com muita muita atenção!!!
se não cair na perdição... e eu ainda acho...
que todo mundo merece, até os homens maus...quem sabe
Iemanjá não dá lição?
Todo mundo merece o mar!
E o rio...
E descer o rio numa corrente de boia com gente.
Acontece que em alguns dias não estarei mais aqui, vou pra uma casa que fica no meio de árvores, também tem pássaros, tem macaquinhos, sapos, mosquitos, pé de banana, de eugênia, de coco... Já me havia acostumado ao jardim, jantares, leituras, abraços... mas vou pra outros lados, é uma cidade grande, mas posso fazer tudo caminhando, se tenho bicicleta sou rei, e qualquer coisa carona ou águia azul, e estou na praia em alguma praia das algumas.
Uma perto de casa com o mar tranquilo...
Um pouquinho mais longe, mas até caminhando dá pra ir...
Parquinho!
Eles só gostam de banana.

Muita praia e estou feliz,
por sempre ter
um lugar pra voltar, com mar...
e sinto falta da cidade,
que até natureza tem...
se a gente olhar e escutar!
mas com muita muita atenção!!!
se não cair na perdição... e eu ainda acho...
que todo mundo merece, até os homens maus...quem sabe
Iemanjá não dá lição?
Todo mundo merece o mar!
E o rio...
E descer o rio numa corrente de boia com gente.
Mudaram as estações, nada mudou...
mas eu sei que alguma coisa aconteceu
tá tudo assim tão dieferente...
lembra quando a gente
chegou um dia a creditar
que tudo era pra sempre
sem saber
que o pra sempre
sempre acaba.
Mas nada vai conseguir mudar
o que ficou
quando penso em alguém
só penso em você
e aí então, estamos bem
mesmo com tantos motivos
pra deixar tudo como está
nem desistir
nem tentar agora
tanto faz
estamos indo de volta pra casa...
(Por enquanto, Cassia Eller)
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