pé de árvore dá flor, flor vira fruto, fruto tem semente, semente vira árvore!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Valorizo!
Isso de que só valorizamos quando perdemos é a maior besteira que se espalha por ai...
e acreditamos e nos conformamos e nos arrependemos.
BULL SHIT!
Valorizamos o que temos, sentimos falta do que se perde, e o que se perde nem sempre ta perdido, MEU DEUS! Tá voltando meu otimismo.
Valorizo! Meu corpo, meu dia, meus objetos, meus amigos, gente do mesmo sangue, minha vida, e o pronome possessivo não faz sentido, nesses casos, em muitos outros.
E na mudança, única constância dessa linha evolutiva que rege a vida, sentimos falta do que fica quando você vai. E você vai, mesmo sem sair do lugar, suas células te levam, mitoses, envelhecimento, morte. E é só isso o que temos, se não valorizamos perdemos, e já sem vida, vem a dica! Mas você já está lá, e tudo isso não te serve.
Pensa! Tudo isso! Sua vida! (outra vez o pronome possessivo)
domingo, 9 de dezembro de 2012
Apresentação
Nossos olhos na linha azul do horizonte, quando em minha pele brotava escama, quando você matava a fome com a benção do mangue, das árvores, dos orixás. Foi quando as distâncias eram de areia, cruzar o rio era rotina.
E o comum se fez curioso, o diferente combustível pro crescimento, esperado, inesperado. E as trocas de sorrisos viram risco, os amigos ou vizinhos mete o dedo, os caminhos são distintos, então vive, vivamos o caminho!
E te leva, sem abelha e sem cachaça pro universo que te ataca.
E me leva...
Se cruzam os caminhos, ou não?
Dessa vez abri os olhos e então os prédios, o resto tá na pele, que guarda o que esquece a cabeça, que pensa, e não descansa e só avança?
É descanso o que almejo, é nada mais que tempo, toque, voz ou não, mas a gente canta quando tá feliz.
E no descanso, no canto inventado, construído de barro, mãos de mais de um, palpite e flor ou bananeira na parede, não se assuste com esse gueto colonial, que sim, é igual que aqui, somos todos gentes, somos todos rudes, somos todos carne, osso, hormônios, neurônios, camuflados por cultura.
Não se assuste e volte, com todo o caminho percorrido, com a pele que se acorda e se cora, melanina e tinta nessa pele linda!
Entra num carro, estamos numa cidade, são 2 da tarde, você tem hora pra chegar, e tem trânsito.
Primeira vez na vida, e agradeço por não ser todos os dias.
Perdi o ônibus, e a espera cria.
Faltou uma ilustração, sempre falta!
Assinar:
Postagens (Atom)