O Seu Manuel de Barros é um sujeito simples, é também muito bom nas letras e no mundo imaginário delas, simples assim é esse sujeito...
(e ele diz...)
No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele
delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer
nascimentos —
O verbo tem que pegar delírio.
(e também diz, levando em conta o tempo do verbo...)
"Duas coisas nessa vida não acabam nunca: gente boba e pau seco."
Ohhhh Seu Manuel de Barros!
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