Nossos olhos na linha azul do horizonte, quando em minha pele brotava escama, quando você matava a fome com a benção do mangue, das árvores, dos orixás. Foi quando as distâncias eram de areia, cruzar o rio era rotina.
E o comum se fez curioso, o diferente combustível pro crescimento, esperado, inesperado. E as trocas de sorrisos viram risco, os amigos ou vizinhos mete o dedo, os caminhos são distintos, então vive, vivamos o caminho!
E te leva, sem abelha e sem cachaça pro universo que te ataca.
E me leva...
Se cruzam os caminhos, ou não?
Dessa vez abri os olhos e então os prédios, o resto tá na pele, que guarda o que esquece a cabeça, que pensa, e não descansa e só avança?
É descanso o que almejo, é nada mais que tempo, toque, voz ou não, mas a gente canta quando tá feliz.
E no descanso, no canto inventado, construído de barro, mãos de mais de um, palpite e flor ou bananeira na parede, não se assuste com esse gueto colonial, que sim, é igual que aqui, somos todos gentes, somos todos rudes, somos todos carne, osso, hormônios, neurônios, camuflados por cultura.
Não se assuste e volte, com todo o caminho percorrido, com a pele que se acorda e se cora, melanina e tinta nessa pele linda!
Entra num carro, estamos numa cidade, são 2 da tarde, você tem hora pra chegar, e tem trânsito.
Primeira vez na vida, e agradeço por não ser todos os dias.
Perdi o ônibus, e a espera cria.
Faltou uma ilustração, sempre falta!
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