Um mais dos que não alcançarão o destino, que só existe por ser destino.
Com objetivo concreto porém camuflado. Uma carta perdida, um aborto, um navio naufragado... com um pouco de sorte servirá de alimento a algum animal, os golfinhos precisam comer afinal.
Qual foi o ponto de partida? O estímulo? A decisão?
Desenrolou a partida, levou o barco a alto mar, fez a bomba estourar?
Pra que tantas perguntas? Em que contexto estar?
Se agora não importa o fim, se morreu antes de chegar na praia, antes de alcançar...
A mão estirar, para ser salva ou para salvar.
E se por acaso acreditar em milagre, pode ser que ele exista, o milagre é o desvio de rota, é também alcançar o destino, o milagre é pro santo e pro náufrago.
Esperar sem dar-se conta...natural e alegre.
Esperar a raiva passar...atirar pra outro lugar.
Esperar pra chegar...estar no caminho.
O caminho acompanha o tempo que não é inicio nem fim.
O tempo acompanha a vida, inicio e fim.
O que não leva a nenhum lugar é esperar o tempo passar, a vida acabar.
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