pé de árvore dá flor, flor vira fruto, fruto tem semente, semente vira árvore!




domingo, 12 de agosto de 2012

Período pós guerra

Cair de paraquedas no meio da batalha, que não é a minha porém pertenço. Munida inutilmente de fé e desejo, não saber usar as armas, abandonar o escudo, lutar junto a essa interna impotência silenciosa, não reconhecer o inimigo e ser por fim vencido.
O corpo sente as oscilações que perduram, aceita o tempo e as suposições, aceita o fim da batalha sem o aperto de mão em sinal de paz, se mantém em pé e com mãos atadas, chora... e quando a fumaça desaparece e a poeira abaixa, aqui segue, o premio é seguir, é refazer o caminho, é reconhecer o fim e as feridas, que adiante serão heroicas cicatrizes. Um dia saberei qual foi o premio do vencedor, creio, não na batalha que já foi testada, na trégua, no trilho, na encruzilhada. Já conheço a emboscada e não repito, já sem naturalidade e em segredo pergunto como alcançar, a que altura chegar para atingir o olho e descobrir o premio, selar a paz. O vencido reconhece e segue, sem saber nunca quem foi o adversário e encontrado nos aliados prazer maior sem luta.

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